A Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM) vem a público manifestar apoio à magistrada Mônica Catarina Perri Siqueira em relação ao ocorrido por ocasião do Tribunal do Júri presidido pela juíza, na segunda-feira (15.12.2025).
As declarações feitas pela magistrada foram descontextualizadas. Isso porque a magistrada teria advertido os advogados de defesa de que deveriam manter o respeito ao decoro processual e à solenidade do júri, antes de acionar a OAB.
A AMAM lamenta que atos processuais tenham ganhado espaço no debate público de forma controversa, colocando em evidência a atuação de uma magistrada e a questão das prerrogativas profissionais.
Consigna-se que a magistrada agiu no exercício regular de suas atribuições e deveres legais, em consonância com o princípio da preservação da dignidade da Justiça, não cabendo à opinião pública ou à esfera associativista dirimir sobre eventuais descumprimentos de suas funções jurisdicionais.
Por fim, a AMAM reafirma seu respeito e apoio à magistrada, assim como reitera o devido respeito à advocacia e à OAB, e espera poder contribuir para a pacificação deste conflito, na busca concreta pelo respeito ao sistema de Justiça, aos seus integrantes e, acima de tudo, aos jurisdicionados, que buscam nas instituições o amparo aos seus direitos e a paz social.
Cuiabá-MT, 17 de dezembro de 2025.
Juíza Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli
Presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (AMAM).