Patrulha Maria da Penha: juízes de Mato Grosso no combate à violência contra a mulher

O combate à violência contra a mulher é o foco da Patrulha Maria da Penha, iniciativa idealizada por magistrados de Mato Grosso que conta com o apoio de instituições como a Defensoria Pública, Ministério Público, Polícia Civil e Militar. No estado, as ações de proteção, acolhimento e atendimentos emergenciais às mulheres vítimas de violência são realizadas em seis municípios. A expectativa é de que o projeto seja ampliado para outras cidades mato-grossenses.

Um dos municípios que já contam com a Patrulha Maria da Penha é Lucas do Rio Verde. O programa foi instituído pelo juiz da 4ª Vara Criminal Hugo José Freitas da Silva. No início de junho, membros da Polícia Militar e da Guarda Municipal participaram do processo de formação para começarem as atividades e atendimentos na cidade. O grupo conta também com mulheres designadas pela Guarda que atuarão em conjunto com a Rede de Proteção às Mulheres Vítimas de Violência de Gênero. O acompanhamento dos casos é feito conforme demandas repassadas pelo Judiciário.

No ano passado, a Patrulha começou a operar também em Tangará da Serra, por iniciativa da juíza da 2ª Vara Criminal, Anna Paula Gomes Freitas. Além das medidas de proteção e segurança às vítimas, o programa também auxilia por meio de parcerias, capacitação profissional para a inserção das mulheres no mercado de trabalho. Os outros municípios com a Patrulha em atividade são Barra do Garças, Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Várzea Grande.

Presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados (AMAM), juiz Tiago Abreu, elogia a implantação da Patrulha no estado, principalmente, pela cooperação entre entidades como o Poder Judiciário, Polícias, Ministério Público, e outras. Segundo ele, a soma destes trabalhos vem ajudando na proteção e reinserção social das vítimas à sociedade.

“É uma iniciativa extremamente importante no atendimento às mulheres vítimas de violências. Em nome da AMAM, parabenizo aos colegas magistrados envolvidos nestas ações e torço para que outras unidades judiciárias com varas especializadas neste tipo de caso, também possa implantar programas parecidos. É um projeto que merece ser replicado em todo o Estado”, finaliza o juiz.